Construir Horizontes

Cordiais saudações!

O artigo a seguir foi publicado originalmente em 26 de dezembro de 2009 no Correio da Cidadania, com o (um tanto a mais de comprido) título “Da capacidade humana de construir horizontes: conhecimento em jogo“.  Relendo-o hoje, não sei exatamente o que acrescentar. Talvez que a concepção de ciência contra a qual escreveram os biólogos Francisco VarelaHumberto Maturana  e o físico Fritjof Capra (irmão de Bernt Capra, diretor do filme comentado, Ponto de Mutação) influencia ainda fortemente muitas áreas, principalmente a econômica, que atualmente parece se pautar muito mais pelo “Evangelho da Ganância”, como dizia Peirce, do que por qualquer outro princípio de economia científica. Para que a leitura não fique muito misteriosa, reproduzo aqui o trecho de Peirce em que se explica o Evangelho da Ganância:

Charles Sanders Peirce, circa 1892.

“Aqui, então, está a questão. O evangelho de Cristo diz que o progresso vem de cada indivíduo fundir sua individualidade em solidariedade com seus próximos. Por outro lado, a convicção do século XIX é que o progresso acontece em virtude de cada indivíduo lutar por si mesmo com todo seu poder e pisotear em cima de seu próximo toda vez que tiver uma chance para fazê-lo. Este pode ser chamado exatamente de Evangelho da Ganância.”

O trecho faz parte do ensaio “Amor Evolucionário”, publicado em 1892 (é possível ler o original aqui; a tradução para o português, dividida em parte 1 e parte 2, está publicada na Cognitio – Revista de Filosofia, de cuja Comissão Editorial faço parte). Reproduzo aqui, como uma forma de homenagem, parte da nota introdutória escrita pelo saudoso Basílio Ramalho:

“Neste ensaio, de profunda erudição e fina ironia, Peirce lança mão de amplas referências bíblicas e da história da Igreja, além de apresentar um panorama das descobertas em diferentes campos das ciências naturais de sua época, de forma a construir uma estrutura argumentativa cujo objetivo é evidenciar o modus operandi da lei da mente, já que faz dela a grande lei de formação de todas as regularidades do universo. Fica aqui evidenciado o conceito de continuidade, que é a condição de possibilidade para compreender a dinâmica da lei mental da associação de ideias. A associação de ideias, que estrutura a formação de todas as regularidades mentais, não está inteiramente sujeita às regras estritas da necessidade, mas acolhe também o novo, o que introduz as bases para a diversificação e, dessa forma, dota a lei da mente de um vetor evolutivo. Peirce apresenta três possíveis modelos de evolução – ticasma, anancasma e agapasma –, que se caracterizam pela forma como neles se articulam o acaso e a necessidade. Peirce recusa, como teoricamente insuficientes, tanto as teorias que atribuem ao acaso o papel de único agente positivo da mudança (ticasma), quanto as que o depositam em algum princípio de necessidade (anancasma). Ambas as teorias, ticasma e anancasma, pareciam a Peirce insatisfatórias para dar conta do processo de evolução, sendo o aspecto central dessa inadequação teórica o tratamento dispensado ao telos da evolução. No ticasma há a inteira ausência de telos, de tal forma que as variações são absolutamente aleatórias, não obstante haja a geração de uma tendência, de natureza estatística, em razão da eliminação dos hábitos menos favoráveis e da fixação daqueles mais favoráveis. No anancasma, ao contrário, o telos é dado na origem do processo evolutivo, permanecendo imutável no seu decorrer. É, pois, uma força bruta, cega, que faz a evolução da vida percorrer etapas predefinidas como sequências dedutivas de um processo silogístico. Nesse sentido, não se pode falar propriamente de evolução, já que o que ocorre ao longo do tempo é a revelação da diversidade que já estava inteiramente inscrita no projeto divino original. Se Peirce tivesse se contentado com a tendência à ordem que emerge dos processos em que o acaso está presente, teria conseguido explicar as regularidades e a geração de uma evolução, mas esta não seria uma evolução inteligível, à medida que lhe faltaria um telos. A regularidade é inteligível à medida que pode ser explicada em função de um telos. Por essa razão, é necessário um princípio que oriente a evolução em direção ao telos, mas ao mesmo tempo não sufoque o que é divergente, pois, se isso ocorresse, tenderia a uma ordem enrijecida, da natureza de um mecanicismo. Essa ‘força diretora’, ‘mais bem descrita como uma tendência em direção à harmoniosa inclusão, cujo destino é conduzir as divergentes tensões evolucionárias hostis, deflagradas pelo acaso inicial, a um acordo mútuo’ é o amor-ágape. Por essa razão, Peirce faz da evolução agápica o modelo mais adequado para representar a forma como a evolução se tem processado. Peirce atribui-lhe esse nome por constatar a sua similitude com o modus operandi da ágape cristã, que afirma o amor como princípio de atração e inclusão harmoniosa das forças divergentes: amar o próximo como a si mesmo. Peirce, avesso a qualquer dualismo, recorre ao evangelho de São João para afirmar apenas o amor como princípio ontológico, como princípio produtor da existência e da evolução cósmica. Ágape, amor que Peirce eleva à condição de força cósmica, é o termo grego empregado no Novo Testamento para o amor de Deus por sua criatura. Ágape é força cósmica ‘diretora’ e não eros, aquele amor cujo locus genético é o indivíduo, que, justamente por esta razão, orienta-se por uma perspectiva interessada. Não obstante, eros cumpre no sistema de Peirce o papel de impulsionar o que é potência a determinar-se e, nesse sentido, é princípio fundamental para a operação de um sistema de hábitos. Os hábitos, à medida que miram fins específicos, são eróticos. Se o sistema de aquisição de hábitos fosse inteiramente presidido por eros, o sistema não teria como evoluir, já que não haveria espaço para o surgimento da novidade. O hábito, sendo uma regra de ação, tem a propensão a realizar-se sempre da mesma maneira. Pura operação da causalidade eficiente. Portanto, para que haja evolução, tem de haver espaço para a novidade. Como princípio de ordem, o amor-ágape possibilita que as melhores soluções para o todo sejam incorporadas aos hábitos particulares. A evolução do sistema de hábitos particulares é a sua harmonização, eros transformado pela ágape. Na evolução agápica, o telos da evolução é o aperfeiçoamento do indivíduo, porém este aperfeiçoamento não está predeterminado, mas é construído no próprio processo evolutivo. A dinâmica desse autoaperfeiçoamento contínuo se expressa na lei do amor, como enunciada por Peirce: ‘O movimento do amor é circular, lançando as suas criações rumo à independência e atraindo-as de volta para a harmonia, num único e mesmo impulso’ (The Collected Papers of Charles Sanders Peirce, volume 6, §288). É um telos vago que não está condicionado pelos hábitos estabelecidos, acolhendo, portanto, a novidade e harmonizando-a com o sistema de hábitos prevalecente. Esse telos é mais do que o propósito de alcançar um determinado fim, é um telos que evolui, o que significa que não apenas há uma evolução dos hábitos para melhor atingir esse fim, mas que o próprio fim evolui. Esse é, portanto, um processo de evolução criativo, em que nada está constituído ab ovo, mas que se constitui na evolução. Portanto, Peirce faz da evolução agápica, que afirma o amor como princípio de atração e inclusão harmoniosa das forças divergentes na unidade do continuum cósmico, num processo da natureza similar ao modus operandi da formação de hábitos, o princípio evolutivo de maior generalidade e inteligibilidade.”

Se a hipótese peirciana da evolução agápica é verossímil ou não, não nos cabe, aqui, discutir. O que parece mais certo é que a ortodoxia economicista dos tempos atuais é governada por eros, no sentido que lhe dá Peirce, influenciada por uma ideologia anancástica, isto é, determinista. Dessa maneira, tomando suposições por certezas, a ideologia dominante tolhe os espaços de criatividade e liberdade de muitos agentes. Que essa não será a regra eterna, todos sabemos. Resta saber como e por onde começar a quebrá-la.

O filme termina com uma discussão sobre a teoria geral dos sistemas, do biólogo austríaco Ludwig von Bertalanffy, seguida da declamação de um poema de Pablo Neruda.  A influência da teoria de sistemas é imensurável hoje em dia – da biologia à economia, influencia praticamente todas as áreas do conhecimento: matemática, física, direito, filosofia etc. Assunto para outras muitas publicações. A influência da poesia de Pablo Neruda – como medir a influência da poesia?

Como meu texto começa com um poema de Neruda citado no original, coloco a seguir a tradução de Paulo Mendes Campos para “Os Enigmas“. Boa leitura!

 

Paulo Mendes Campos

Me tendes perguntado que fia o crustáceo entre as suas patas de ouro

e eu vos respondo: O mar o sabe.

Me dizeis o que espera a ascídia em seu sino transparente? Que espera?

Eu vos digo, espera como vós o tempo.

Me perguntais a quem alcança o abraço da alga Macrocustis?

Indagai-o, indagai-o a certa hora, em certo mar que eu conheço.

Sem dúvida me perguntareis pelo marfim maldito do narval, para que eu vos responda

de que modo o unicórnio marinho agoniza arpoado.

Me perguntais talvez pelas plumas alcionárias que tremem

nas puras origens da maré austral?

E sobre a construção cristalina do pólipo tereis embaralhado, sem dúvida,

uma pergunta a mais, debulhando-a agora?

Quereis saber a elétrica matéria das puas do fundo?

A armada estalactite que caminha se quebrando?

O anzol do peixe pescador, a música estendida

na profundidade como um fio na água?

Eu quero dizer-vos que isto o sabe o mar, que a vida em suas arcas

é vasta como a areia, inumerável e pura

e entre as uvas sanguinárias o tempo poliu

a dureza duma pétala, a luz da medusa

e debulhou o ramo de suas fibras corais

de uma cornucópia de nácar infinito.

Eu não sou mais que a rede vazia que mostra

olhos humanos, mortos naquelas trevas,

dedos acostumados ao triângulo, ,medidas

de um tímido hemisfério de laranja.

Andei como vós escarvando

a estrela interminável,

e na minha rede, à noite, acordei nu,

única presa, peixe encerrado no vento.

* * *

 Em 1950, foi publicado Canto Geral, de Pablo Neruda. Um dos poemas do livro se chama Los enigmas, reproduzido abaixo em seu idioma original:

Pablo Neruda

Me habéis preguntado qué hila el crustáceo entre sus patas de oro

y os respondo: El mar lo sabe.

Me decís qué espera la ascidia en su campana transparente? Qué espera?

Yo os digo, espera como vosotros el tiempo.

Me preguntáis a quién alcanza el abrazo del alga Macrocustis?

Indagadlo, indagadlo a cierta hora, en cierto mar que conozco.

Sin duda me preguntaréis por el marfil maldito del narwhal, para que yo

os conteste de qué modo el unicornio marino agoniza arponeado.

Me preguntáis tal vez por las plumas alcionarias que tiemblan

En los puros orígenes de la marea austral?

Y sobre la construcción cristalina del pólipo habéis barajado, sin duda,

una pregunta más, desgranándola ahora?

Queréis saber la eléctrica materia de las púas del fondo?

La armada estalactita que camina quebrándose?

El anzuelo del pez pescador, la música extendida

en la profundidad como un hilo en el agua?

Yo os quiero decir que esto lo sabe el mar, que la vida en sus arcas

es ancha como la arena, innumerable y pura

y entre las uvas sanguinarias el tiempo ha pulido

la dureza de un pétalo, la luz de la medusa

y ha desgranado el ramo de sus hebras corales

desde una cornucopia de nácar infinito.

Yo no soy sino la red vacía que adelanta

ojos humanos, muertos en aquellas tinieblas,

dedos acostumbrados al triángulo, medidas

de un tímido hemisferio de naranja.

Anduve como vosotros escarbando

la estrella interminable,

y en mi red, en la noche, me desperté desnudo,

única presa, pez encerrado en el viento.

O poema é recitado no final do filme Ponto de Mutação (Mindwalk, EUA/França, 1990, dir. Bernt Capra), filme atualíssimo face aos dilemas contemporâneos relativos à ecologia, ao que se chama “sustentabilidade” e o legado que deixaremos às gerações futuras. Pelo que a Conferência de Copenhague veio a mostrar, mais uma vez parece que tais dilemas mostram-se insuperáveis, dado o direcionamento atual imposto pelas condições políticas e produtivas do capitalismo globalizado.

Pablo Neruda, Luiz Carlos Prestes e Jorge Amado

 

O enredo do filme é simples. Um político estadunidense, Jack Edwards (Sam Waterston), candidato derrotado às eleições presidenciais, busca um refúgio de suas atribulações em uma visita a seu amigo poeta Thomas Harriman (John Heard) radicado na França. Eles vão até Mont Saint Michel e lá encontram uma cientista norueguesa, Sonia Hoffmann (Liv Ullmann), em férias de suas pesquisas. Os três parecem estar em um turning point: o político vive um momento de crise em sua carreira, o poeta, após uma desilusão política (ele escrevia discursos para Jack), vive um exílio voluntário em um país distante de – para não dizer hostil ao – seu idioma nativo, e a cientista busca, na leitura da poesia, respostas aos seus questionamentos críticos – filosóficos, políticos – sobre sua atuação profissional. A conversa entre os três faz o filme e nos sugere as perguntas: o que é o mundo em que vivemos? Que mundo queremos construir?

Mont Saint-Michel, cenário do filme

A pletora de questões e problemas apresentados é irredutível aos limites deste pequeno artigo. O título original dá bem a ideia de o que se trata: um passeio intelectual, que vai da relação entre o desmatamento da Amazônia e a dívida externa brasileira até as mais recentes teorias sistêmicas da (auto)organização na natureza. Há dois focos principais do filme: por um lado, temos uma introdução à teoria dos sistemas, ao mesmo tempo em que somos apresentados a certos temas de teorias físicas contemporâneas, tais como a mecânica quântica e a física de partículas. Por outro, problemas sociais e políticos são discutidos de maneira geral, bem como soluções e alternativas para eles, sem, no entanto, especificações mais profundas. Baseado no livro O Ponto de Mutação de Fritjof Capra (que é irmão do diretor e também colaborou no roteiro), o filme apresenta muitas perspectivas e desenvolve todos os pontos de maneira inter-relacionada, buscando um ponto de vista holístico (atribuído no filme à cientista), passando ao observador a ideia de simultaneidade das relações. Não é um filme fácil e certamente pode ser rotulado de “filme-cabeça”: a todo instante o observador é chamado a refletir, a pensar, a se questionar sobre nossa civilização atual e nosso papel como cidadãos politicamente inter-relacionados e mutuamente atuantes. Mas, de um ponto de vista filosófico, vale a pena destacar ao menos dois pontos.

Em primeiro lugar, vale destacar a cena em que as três personagens principais se encontram, em torno do grande relógio mecânico do castelo do Monte Saint Michel. O ponto de partida é a ideia do mundo como um grande relógio, um grande mecanismo racionalmente ordenado, planejado e posto em funcionamento por Deus, o grande relojoeiro (não por acaso, René Descartes e Isaac Newton são nomes frequentemente citados no filme). Segundo a cientista, os problemas políticos começam quando o original é abandonado em favor do modelo, isto é, quando o universo é visto como se fosse mesmo um grande mecanismo. E isso apesar das teorias científicas mais contemporâneas: um minúsculo cristal de quartzo há muito já tornou o grande relógio mecânico obsoleto. No entanto, a concepção mecanicista de mundo ainda perdura nas cabeças políticas.

Página de rosto da primeira edição (1687) dos Princípios Matemáticos da Filosofia da Natureza, de Isaac Newton. Observe-se que as palavras Philosophiae e Principia estão destacadas. Newton queria chamar atenção para os elementos contrários às ideias expostas por Descartes nos seus “Princípios de Filosofia”.

Para a cientista do filme, a saída estaria em adotar uma concepção ecológica baseada em conhecimentos científicos mais atuais. Este é o segundo ponto que nos interessa. A ciência contemporânea não vê mais o universo em termos de engrenagens, peças mecânicas e partículas irredutíveis de matéria. Antes, lidamos agora com noções como “padrões de variáveis”, “sistemas auto-organizados”, “emergência”, “hipóteses prováveis”, “acaso”, “indeterminação”. Se o nosso conhecimento é posto nesses termos, por que ainda insistir em ações políticas que tentam enquadrar tudo em esquemas fechados e definitivos? Em outras palavras, como nosso conhecimento pode nos ajudar a construir um futuro aberto e integrativo, em vez de tentar determinar tudo de antemão, como se o mundo funcionasse como uma máquina? Talvez aqui a filosofia ainda possa nos indicar alguns caminhos.

Estátua de Kant em Kaliningrado, Rússia, antiga Koenigsberg, sua cidade natal.

Segundo Immanuel Kant, a ideia de horizonte tem a ver com o ideal iluminista da possibilidade de autodeterminação da humanidade: define-se um horizonte em termos da influência de certo conhecimento sobre a nossa conduta moral, indicando que a convergência entre conhecimento e fins humanos depende de uma determinação nossa: para quais fins queremos convergir? Responder a essa pergunta implica responder a três outras, de primordial interesse: o que posso saber? O que devo fazer? Que me é lícito esperar? Essas três questões definem, respectivamente, os domínios da especulação metafísica, da ética e da religião, e podem ser resumidos em uma quarta pergunta antropológica: que é o homem?

Horizonte do Rio São Francisco, em Santa Maria da Boa Vista.

Horizonte do Rio São Francisco, em Santa Maria da Boa Vista.

O próprio Kant dá uma resposta a essa quarta pergunta. Em sua obra Antropologia de um ponto de vista pragmático, ele relaciona a ideia de horizonte com a concepção de que o ser humano é simultaneamente um ser natural sensível e racional, dotado de liberdade. Para ser preciso: o que torna a disciplina da antropologia caracteristicamente pragmática é a reflexão acerca de “o que o homem faz, pode ou deveria fazer de si mesmo como um ser que age livremente”. Como “conhecimento do mundo”, a antropologia tem o propósito de compreender o ser humano como um ser natural – como “produto do jogo da Natureza” em relação com “os animais, as plantas e minerais nas várias terras e climas” – e simultaneamente como um “cidadão do mundo”, ou seja, como agente político livre. Na passagem do estado de natureza ao estado civil, vemos que a situação humana no mundo é dúplice: podemos não só conhecer o mundo, como também usar nosso conhecimento para atuar no mundo, situação em que entramos no jogo.

Projeto de Cenotáfio a Newton (1784), de Étienne-Louis Boulée

Que é o homem? Será como no poema de Neruda – ao tentarmos conhecer o mundo, acabamos nos sabendo enredados em nós mesmos, sem vislumbres, sós e vazios? Que lição tiramos de Copenhague? O conhecimento humano, usado hoje exageradamente para ganhos particulares, nos permitirá ainda, no futuro, jogar? Que futuro está em jogo? Que é de nossa capacidade de construir horizontes?

 

 

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