palavra-ação

As dores dos corpos

Para Zulmira e Alfredo, meus avós

Dia desses, fui ao cinema ver o tão comentado “Amor”, de Michael Haneke, apesar dos conselhos de alguns amigos – duro demais, realista demais, dor na certa.

Lidar com o envelhecimento não é nada fácil. Mas, no caso do filme, não foi isso que me pegou.  Se o cuidado em forma de amor permanente de um casal de idosos à mercê da inevitável deterioração do corpo for algo duro demais, realista demais, o que dizer do destino da maioria de nós, que não teremos o privilégio de ter esse companheirismo do “até que a morte nos separe”? Duro demais, realista demais é viver sem um amor assim.

Amor dá trabalho. Envolve dedicação, lealdade, tolerância, doação etc., coisas que nos impulsionam a mudar sempre, a sair do nosso espaço blindado de individualismo para ver e aceitar o outro, porque sem…

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